sexta-feira, 1 de junho de 2018

Texto republicado 14 - Poetas Portugueses - Sophia Andressen

Título:  Poetas Portugueses - Sophia Andressen
Data da publicação original :  26/08/2010 

Olá! Tudo bem?

Falarei um pouco sobre Sophia Andressen, notável poetisa portuguesa. Bem humorado

A poetisa Sophia Andressen possui uma forma única de escrever, pois traz expressão no seu poema. Sua preocupação é sentir a emoção que a poesia lhe faz sentir. Sophia mostra como a poesia está presente em sua vida e o imenso gozo que sente, é como se criador e obra fossem um único ser.  

Sua poesia é carregada de expressão-comunicativa em que enfatiza a emoção. Transborda sensibilidade nas descrições das paisagens e sua importância para sua vida, o detalhe no mais ínfimo objeto também mostra a tamanha sensibilidade dessa alma rara.

Vejamos um poema.

Ausência

Num deserto sem água 
Numa noite sem lua 
Num país sem nome 
Ou numa terra nua 

Por maior que seja o desespero 
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua. 

(Sophia Andressen)


    Um poema que busca o sentimento intenso. Um poema que mostra toda sensibilidade desta poeta expressiva.

    Na primeira estrofe do poema, a poeta enumera lugares, que estão incompletos. Falta, portanto, objetos que são essenciais à sua existência e designação.
   
O deserto é um lugar árido, mas que possui algumas raras fontes de água chamadas “oásis”, este deserto não tem. Deserto não é um local agradável, há uma imensa miséria de água, elemento cuja falta é mais acentuada no poema.

A noite é escura e silenciosa, única fonte de “luz” é a da lua, que não existe no poema. - A noite torna-se portanto um manto negro silencioso. Falta luz, falta movimento ou sonoridade.

    Um país é delimitado por suas fronteiras e seu nome. Um país sem nome é um monte de terra de ninguém. Falta uma identidade neste caso, algo maior que uma terra e identidade.

    Terra nua é terra vazia, que não possui nada em sua superfície, nem pessoas, nem animais, nem plantas. Solidão também é acentuada neste verso.

    Todos estes versos ilustram situações de falta, solidão e silêncio. 
    Na última estrofe é feita a comparação de tudo dito anteriormente e a revelação do que realmente a poeta sente falta.

    Um poema muito expressivo e belíssimo em sua composição. Os cenários são construídos a fim de uma comparação que causa o efeito sublime. A emoção é tocada e transfigurada a um sentimento vazio que é preenchido quando é dito que apenas uma ausência realmente é sentida pela poetisa.


Obrigado pela visita e pelos comentários.

"CUIDADO ONDE PISAS E COM COM FALAS. OS OLHOS DO CEGO PODEM ABRIR A QUALQUER MOMENTO. NÃO É LOUCURA PENSAR QUE TUDO TEM UMA SEGUNDA CHANCE."

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