Título: O homem, o poder e a sociedade
Data da publicação original : 16/03/2013
O homem, o poder e a sociedade
Olá, como vão?
Um texto para refletirmos sobre a ordem das coisas que muda (ou mudam) lentamente.
O homem, o poder e a sociedade
Partir-se-á da dicotomia religião e economia para discutir-se o homem em sociedade e a soberania do poder.
Partindo das duas posições: a primeira, religiosidade a qual entende que há uma força maior superior e poderosa que atua na vida do homem. A outra dá-se no aspecto econômico, vez que a influencia na estipulação de quem será governado e governante a partir de seus bens e colocação dentro da sociedade. O poder é o cerne da ordem social, no entanto o homem é dotado de um impulso que o leva a agir com solidariedade e justiça.
A partir dos mais diversos acontecimentos, o homem acredita em um poder superior desde a origem dos tempos. A Igreja Católica beneficiou-se dessa intuição dos homens para manipular seus destinos. A filosofia e as ciências foram abafadas por uma Igreja que controlava tudo com punhos de aço e banhos de fogo. Apesar disso, o homem buscou estudar e refletir sobre a realidade em que vivia. Percebeu que não é imprescindível um templo para alimentar sua fé num Ser Criador. A Igreja mostra-se flexível a cada ano que passa devido ao grande número de fiéis que perde por implicâncias anacrônicas. Um exemplo desse anacronismo é a queda do Index apenas no século XX.
A economia é a razão pela qual o homem se desloca no tempo e espaço. Seu bem-estar depende da grande roda econômica. Se essa roda para de funcionar, todo o sistema envolvido acaba por fragilizar-se.
Esse fenômeno é bilateral, isto é, para que exista uma relação predominante de poder, haverá sempre uma submissão. Os homens querem estar submissos a um sistema que não falha ou que a chance de falhar é mínima. Na questão da religião, a dúvida é a maior aliada da submissão a um templo ou a um representante de Deus. Os dízimos são pagos sem questionamentos, pois a dúvida do além-túmulo é muito maior do que o desejo de um bem-estar terreno, mesmo com as promessas de prosperidade em vida. Ato, muitas vezes executado por puro egoísmo e sem a benevolência que a Igreja tenta pregar.
Na questão do estado, há uma segurança em relação às leis. O sentimento de submissão não é o de dúvida, mas impotência para com as “regras” econômicas mundiais dentro de um contexto de mundo globalizado. Há o pseudo-sábio e os pseudo-entendidos que acompanham o trabalho, mas não opiniam; apenas concordam.
Quando se há (ou houve - tratando-se de percurso histórico) um caso de injustiça, o homem recorre tanto à força econômica - influenciada pela Igreja através dos tempos e pela Rerum Novarum na melhoria de condições dos trabalhadores (até o início do século XX) – ou recorre à religião, a própria Igreja que há anos é representante da fé e da figura dos messias bem como protetora dos milagres e segredos bíblicos.
Em síntese pode-se compreender que:
a) O poder é imprescindível;
b) Não há um poder pessoal e sim a observância do poder voltado a lei e seus governantes;
c)Através da razão e da fé estruturam-se técnicas de poder as quais são efetivamente garantidas com a exteriorização da coação a fim de que seja mantida a ordem visando o bem comum.
Compreendendo o poder como manobra necessária ao bem comum e estabelecimento da ordem, pensamos que é a instituição mais poderosa que é procurada para a resolução de um problema social. Mesmo que a busquemos indiretamente, a instituição carimba sua relevância como detentora do poder. Em pleno século XXI, o homem ainda está um dúvida e com medo, pois ainda busca auxílio na instituição mais antiga ainda presente na sociedade atual.
Se não fosse verdade, não esperaríamos ansiosos - ou curiosidade - pela fumaça branca...
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"FÉ CEGA É O QUE OS HOMENS QUEREM. SERÁ QUE A VOZ DO POVO É A VOZ DE DEUS?"
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