Olá! Como estão?
Uma sugestão de livro, no post de hoje.
A República, de Platão: um livro que todos deveriam ler, independentemente de sua posição social
Tantos livros e tantas pesquisas sendo divulgadas a todo instante nas redes. O conhecimento mundial dobra, hoje, a cada 2 ou 3 anos, de uma forma geral. Muitos estudos atuais superam os estudos mais antigos, pois se tratam de ciências da natureza cujas descobertas só foram possíveis por meio dos avanços tecnológicos.
Entretanto, há estudos que ainda perduram (já que ainda não conseguimos superá-los ou nunca os superaremos). Coloco nessa prateleira, o livro citado no título: A República, de Platão.
Ainda vou mais longe. Defendo que é um livro cujo conhecimento deveria chegar a toda espécie humana. Sim, coloco-o como um livro que todos deveriam ler. Explicar-me-ei.
Obviamente, há questões anacrônicas, afinal, o livro foi escrito há séculos antes de Cristo. De qualquer forma, é uma obra que ainda nos ensina muito. A reflexão proposta pelo filósofo toca em muitos pontos ainda prementes na sociedade moderna.
Primeiro ponto que eu abordo vai ao encontro sobre as discussões acerca das desigualdades sociais. O Brasil é um país cuja desigualdade é marcante, e para tal problema ainda não vimos soluções que resolvessem, na essência, essa mazela.
Platão cria um modelo de sociedade perfeita e vai estruturando os pilares para tal. O autor aborda a individualidade dos jovens dessa república recém-criada. Todas as crianças teriam acesso à mesma educação primária (sem distinção). Conforme fossem crescendo e suas aptidões fossem surgindo, cada jovem seria direcionado para a área a fim de aprimorar suas aptidões. Um jovem que tivesse aptidão para a guarda, seria enviado ao treinamento militar; outro que tivesse aptidão para os estudos, seria encaminhado para a filosofia.
Dessa maneira, todos os jovens seriam alocados onde teriam mais desenvoltura e utilidade para a república. E todos teriam oportunidades e fariam parte efetiva do sistema. Sem privilégios ou profissionais de baixo conhecimento técnico.
Além de que a exclusão de gênero não ocorreria. Platão afirma na sua obra que não há diferenças entre homens e mulheres (apenas a física). Isso 5 séculos antes de Cristo! Em 2022, ainda temos que combater esse preconceito.
Mais um ponto antes de terminar esta reflexão. A democracia é atacada pelo filósofo, pois este argumenta que as pessoas são desiguais e acabam tendo direitos iguais de participação. Outro ponto para reforçar o problema da democracia é a eleição de algum pouco capacitado para comandar o Estado, sendo eleita também por pessoas com pouco preparo. Não estou indo contra a democracia, apenas trazendo o ponto de Platão sobre ela.
O discípulo de Sócrates exemplifica com uma questão. Se há um barco desgovernado, em meio a uma tempestade. Quem seria o mais indicado para comandá-lo? O melhor preparado ou um avenureiro? Eis a relação que ele faz com a democracia. Muitas vezes, o eleito (para tantos cargos que temos no Brasil - de legislativo a executivo) nao apresenta preparo algum para tal.
A solução adotada por Platão, nA República, é que o governante deva ser filósofo, isto é, com muito conhecimento e sabedoria para governar. E que seja oriundo da escola geral que selecionou os mais capacitados para o cargo.
Bem, não estamos nA República, de Platão. A democracia é o nosso sistema vigente (ainda bem!). Reflexões sobre o livro para nosso presente.
Só teremos um Estado com equidade quando todas as crianças tiverem acesso à educação, saúde, moradia e alimentação. E que a igualdade de oportunidades exista para homens e mulheres. E, por fim, e não menos importante, que estudemos os candidatos políticos e saibamos escolher o mais preparado (de fato) para exercerem seus cargos elegíveis. Um Brasil melhor é sonho de todos. Em busca dessa realização.
Obrigado pela visita e pelos comentários.
"O MITO DA CAVERNA AINDA É UMA VERDADE NESTE MUNDO EM QUE A LOUCURA NÃO É SENSATA!"
sexta-feira, 7 de janeiro de 2022
Sobre a A República, de Platão
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