Olá! Tudo bem?
De
acordo com a pesquisa da Quaest/Genial (09/02/2022), Lula lidera as intenções
de voto para presidente, em 2022, com 45%. Atrás, vem Bolsonaro (23%), seguido
por Moro e Ciro (7% cada). Considerando as margens de erro e reviravoltas que
poderão acontecer até o dia dos eleitores se dirigirem às urnas, o
ex-presidente pode ganhar ainda no primeiro turno.
O
cenário favorece ao petista, pois Bolsonaro cuja rejeição já supera os 50% vem
perdendo força (enquanto a rejeição a Lula gira em torno de 35%). A própria
elite do país, que apoiava o presidente em exercício, já elegeu outro candidato
para apoiar: Sérgio Moro.
Desde
toda a articulação para a retirada da presidente Dilma Rousseff, o Brasil não
cresce. A direita reassumiu o poder com Michel Temer, no que se chamou de
"Impeachment", pois o próprio ministro do Supremo Tribunal Federal
(STF), Luís Roberto Barroso, afirmou que o "motivo real" do
afastamento da petista não foi por pedaladas fiscais, mas, sim, por falta de
apoio político. Dessa forma, a retomada brusca e, por que não, questionável
serviu para que reformas (como a trabalhista) fossem feitas a fim de contemplar
o lado mais forte da hierarquia social.
A
promessa de mais empregos não foi concretizada nem por Temer, nem por
Bolsonaro. Em seu governo, Bolsonaro "financiou" a aprovação da
reforma da previdência, em que não se descarta mais os valores 20% mais baixos
durante todo o período de contribuição. 2021 fechou com mais de 14 milhões de
desempregados. E os índices apontam para 11% durante o ano de 2022.
A
política de acordos (toma lá dá cá) fez parte de sua gestão, nomeando indicados
de partidos em troca de apoio no Congresso. Não seria estranho se o próprio
presidente não tivesse sido eleito justamente por criticar a velha política.
A
pior crise sanitária do século surgiu em seu governo, agravando ainda mais a
situação econômica e social do país. Demitiu o ministro da saúde Luiz Henrique
Mandetta pelo simples motivo de fazer o seu trabalho. Bolsonaro chamou a
pandemia de "gripezinha" e atrasou como pôde o avanço da ciência e da
vacinação. Só amenizou quando o STF interferiu e delegou os poderes aos
governadores. Gilmar Mendes já dissera que "Bolsonaro não tem poder para fazer
política genocida".
O
desemprego em alta, os preços subindo, a inflação alcançando os dois dígitos,
insatisfação de grande parte da população; um novo caminho precisaria se abrir.
Moro surge como candidato da "terceira via". O juiz que foi o
protagonista da operação Lava Jato ganhou muitos seguidores pelo feito de
prender Lula (inclusive o presidente Bolsonaro, que era seu fã até a saída do
juiz do Ministério da Justiça). Entretanto, vem derrapando na missão de ganhar
novos eleitores, oscilando entre 7% e 8% das intenções de voto.
O
TCU está investigando Moro por conta das homologações feitas por ele nos
acordos entre empreiteiras e a Justiça; e também na atuação do ex-juiz na
consultoria Alvarez & Marsal. Como se não bastasse a investigação chamada
de "Vaza Jato", Sérgio Moro apresenta pouco conhecimento sobre os
assuntos dos quais decide falar, em entrevistas. Um fato recente foi a
comparação entre o crescimento da Inglaterra e da Somália, justificando que
"instituições" são responsáveis pelo crescimento britânico. Em outra
fala genérica, afirmou que resolveria o problema da economia no Brasil por meio
de uma "força-tarefa".
Não
ter conhecimento de história para entender que um país que sofreu uma
colonização brutal e ficou independente apenas em 1960 não teria ainda
condições em 2022 para ser comparado à sua ex-metrópole é uma falta grave a um
candidato a presidência da república. Não apenas pelo desconhecimento do fato
em si, mas a visão de mundo restrita. A que instituições ele se refere? Responder
de maneira genérica que os problemas do Brasil seriam resolvidos com
força-tarefa é chamar o eleitor de inocente. Preocupante.
Com
a popularidade de Bolsonaro caindo e a Lava Jato de Moro sendo questionada por
abuso de poder, Lula volta como esperança. Não apenas para a esquerda, pois seu
percentual de intenções de voto supera os 25% da base petista (em média). A
memória do Brasil nos anos em que governou bateu à porta. Só para refrescar,
durante os anos de governo, projetos como FIES; Pronatec; Prouni; Ciência sem
Fronteiras; Mais Médicos; Farmácia Popular; Minha Casa, Minha Vida; Bolsa Família;
Cisternas no sertão; e Transposição do Rio São Francisco (entre outros) foram
implementados, aperfeiçoados e entregues à população. O desemprego caiu para
índice histórico. Não éramos um país de primeiro mundo, mas as mudanças estavam
surtindo efeito e diminuindo as distâncias sociais. Mesmo em um governo
neoliberal em que os ricos ficaram ainda mais ricos, os pobres também tiveram
acesso a esse crescimento. Éramos a 6ª economia do mundo em 2011.
Outro
dado importante é questão da fome. Antes do governo do Lula, 15 milhões de
pessoas passavam fome no Brasil. Durante os governos do Lula e Dilma (14 anos
de governo), 7,5 milhões de pessoas passavam fome (redução de 50%). No governo
Temer (2 anos), 10 milhões de pessoas na fome. No governo Bolsonaro (3 anos),
são estipulados 20 milhões de pessoas passando fome no Brasil (aumento de
100%).
Bolsonaro
já não tem a força de antes, segue com seus fiéis seguidores e agressões para
todo lado. Moro, sem carisma, também fez seu fã clube de antipetistas. E Lula,
impedido de disputar as eleições em 2018 de modo irregular, volta liderando as
pesquisas por conta da memória do que já fez e/ou da nova esperança de um país
que pede por mais políticas públicas e o combate à fome.
Escolha difícil... não?
Obrigado pela visita e pelos comentários.
"OS OLHOS DA LOUCURA ESTÃO SE ABRINDO... AINDA BEM."
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